Eu ando com fé
>> quinta-feira, 12 de julho de 2012
Te vejo assim, um pequeno pedaço de mim
Quero sempre mais e mais de você
Quando estamos juntinhos
Meu coração se inunda de tanto amor
Sinto saudade de um momento
que ainda nem passou
Te olho querendo te proteger do mundo
Te abraço querendo te prender no meu laço
Quando você chora, quisera eu sentir a sua dor
Você sorri e eu sei que tudo é possível nesse nosso bem-querer
Sua presença está em todos os meus planos, sonhos e projetos
Você é a força que me faz ir mais além
Quero rodar contigo numa ciranda cheia de fantasias
E desejo que a minha experiência
Possa te poupar de qualquer sofrimento
Com seus passinhos incertos
você me leva onde eu nunca sonhara ir
É por você que eu danço, canto, pulo
Você me permite ser criança novamente
Você me ensina a brincar
Me enche de orgulho
E junto com você sinto meu amor crescer
Amo muito e mais
Um amor completo
Perfeito
Só nosso
De mim
Para você.
Para Luca e Maria, os "mestres" do meu amor...
Marisa
Sou impermanente, mutante. Sou movimento, sou busca. Sou inconstante. Não gosto de me enquadrar em
nada. Não curto rótulos, disso ou daquilo. Sou uma corrente de energia que está
sempre se movendo. Uma manhã acordo assim, aberta, querendo me expôr. Outros
dias me sinto uma ostra, e me fecho. Uns dias brilho. Outros sou chuva
mansa, caindo lentamente. Às vezes falo muito. Quase sempre, em mim, o silêncio
se instala. A minha impermanência me faz crescer, me impele a buscar e seguir
adiante. Muitas vezes o riso é minha máscara, quando por dentro eu choro. Busco o que é correto, busco equilíbrio, busco paz. Mas vem um furacão, e tudo muda de rumo. E aquela árvore que eu acreditava ser firme, se retorce toda. Sou raiz, fincada no solo. Sou uma folha jogada no tempo. Mas também sou um oceano de mistérios. Sou cachoeira de um pranto de dor. Sou pedra na água, sou vento que sopra intenso, sou Minuano. O mundo exige que eu seja forte, mas a menina que mora em mim quer sair, quer colo, quer carinho. Sou a mulher que agrega, que une, sou a mãe. Me atraio pelo desconhecido, e me aqueço no calor do meu ninho. Quero fugir em uma estrada alucinante, correr perigo, me surpreender. Mas corro para o amor sem fim do abraço dos meus filhos. Meu coração é tanto, e eu me divido em muitas. Sigo minha impermanência e visto minhas incertezas de esperança. Experimento minhas faces, uso meus artifícios, me reinvento. Na tentativa de ser eu mesma, é onde me encontro.
Marisa.
