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Impermanências

>> sexta-feira, 25 de maio de 2012



Sou impermanente, mutante. Sou movimento, sou busca. Sou inconstante. Não gosto de me enquadrar em nada. Não curto rótulos, disso ou daquilo. Sou uma corrente de energia que está sempre se movendo. Uma manhã acordo assim, aberta, querendo me expôr. Outros dias me sinto uma ostra, e me fecho. Uns dias brilho. Outros sou chuva mansa, caindo lentamente. Às vezes falo muito. Quase sempre, em mim, o silêncio se instala. A minha impermanência me faz crescer, me impele a buscar e seguir adiante. Muitas vezes o riso é minha máscara, quando por dentro eu choro. Busco o que é correto, busco equilíbrio, busco paz. Mas vem um furacão, e tudo muda de rumo. E aquela árvore que eu acreditava ser firme, se retorce toda. Sou raiz, fincada no solo. Sou uma folha jogada no tempo. Mas também sou um oceano de mistérios. Sou cachoeira de um pranto de dor. Sou pedra na água, sou vento que sopra intenso, sou Minuano. O mundo exige que eu seja forte,  mas a menina que mora em mim quer sair, quer colo, quer carinho. Sou a mulher que agrega, que une, sou a mãe. Me atraio pelo desconhecido, e me aqueço no calor do meu ninho. Quero fugir em uma estrada alucinante, correr perigo, me surpreender. Mas corro para o amor sem fim do abraço dos meus filhos. Meu coração é tanto, e eu me divido em muitas. Sigo minha impermanência e visto minhas incertezas de esperança. Experimento minhas faces, uso meus artifícios, me reinvento. Na tentativa de ser eu mesma, é onde me encontro.
A vida é pra quem tem coragem de mudar e de recomeçar. Sempre.

Marisa.

2 comentários:

Flávia Mergulhão 25 de maio de 2012 15:49  

Há quanto tempo eu não passava por aqui!
Adorei o texto!
Bom fim de semana

Marisa 26 de maio de 2012 08:54  

Obrigada Caiê!
Bom findi pra ti tb!!!

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